KATÚ MIRIM

Inteiramente dedicado à artista, o material apresenta um outro viés expandido para o entendimento de performance, aqui não só sobre a linguagem ou grau performativo de uma obra, mas também sobre a própria artista enquanto sujeito e corpo presente. Katú Mirim é uma rapper, cantora, compositora, atriz e ativista da causa indígena, reconhecida por suas letras, que através do rap/rock, reconta a história da colonização pela ótica indígena, através do rap ela fala das suas vivências, identidade, gênero e orientação sexual.

Seu trabalho na mídia se popularizou através das redes sociais, como o Instagram e o Youtube, onde começou publicando textos e vídeos que discutiam as questões de causa e luta dos povos originários. Foi a responsável por trazer reflexões de grande repercussão, como a hashtag “índio não é fantasia” (#indionaoefantasia), em 2017, que discutia o uso de pinturas e trajes indígenas como acessórios de caracterização para o carnaval, gerando uma apropriação cultural. A partir daí começou a ocupar mais e mais espaços de fala pública dentro e fora da internet, e seus motes de atenção sempre são fotografias do seu próprio rosto/semblante com frases, aqui a performatividade artística é indissociável de sua figura física e práticas de vida pessoais como comportamento.

Por Jenn Cardoso